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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

E na hora de votar, vote em...NINGUÉM!

Eleições chegando e muito se fala sobre votos, nomes e ideologias políticas. Nesta nossa terra tupiniquim pouco se sabe sobre o assunto, mas os partidos e candidatos brigam por um pouquinho de atenção do eleitor e pelo voto da família, claro. Todos os pleitos são assim, ânimos e sentimentos a flor da pele, rivalidade explodindo em pontapés e criticas, virtuais ou reais. Os nomes, pouco importa, os feitos, estes também são descartáveis mas o sobrenome dos políticos e a certidão dos que indicam fazem muita diferença e já são tradicionalmente parte da cultura política brasileira. Estive no 47 e ri das pinturas nos muros: “Fulano indica cicrano!”.

Frases das antigas que relembram muito o voto de apadrinhamento, o tão falado voto do cabresto. “Vereador apóia esse!”. “Deputado é amigo desse!”. Lemas que marcaram as velhas campanhas eleitoreiras e que ainda hoje fazem uma diferença muito grande. Mas o que isso demonstra? Será que alguém parou pra pensar sobre o efeito das frases?

Dia desses, ouvindo o horário gratuito eleitoral, vi o deputado e candidato Alessandro Novelino num bordão infeliz :“Vote em quem vai ganhar!”. Os políticos subestimam o poder de decisão do povo. São capazes de afirmar a vitória antes mesmo que o dono do voto vá às urnas. Não gosto disso, dessa audácia que alguns políticos têm de cogitar e advinhar resultados. De contar com a ignorância popular para se auto promoverem. E o povo lê a tudo calado,manobrável ao discurso deste ou daquele político. Gente que se aproveita da vulnerabilidade da população carente para alcançar um cargo tão decisivo e importante. “Não vote em mim, mas no meu amigo!”. Nomes que são promovidos a partir de favores que mais cedo ou mais tarde serão cobrados dos padrinhos de urnas e que podem gerar um prejuízo lastimável ao povo. Um desastre irreparável!

Quem assiste a uma campanha eleitoral onde um candidato humorista expõe o bordão “PIOR QUE TÁ NÃO FICA!” já pode imaginar o poder de critica da população que confunde o Praça é Nossa com uma cadeira na Assembléia Legislativa. Quem assiste a um candidato legalmente impugnado se dizer candidato em rede de canal aberto aos olhos da justiça que o cassou tendo o mínimo de bom senso há no mínimo que se perguntar: que judiciário é este que se vê refém de um cidadão comum que se auto determina maior que a própria Constituição Brasileira? “O que importa é a decisão do povo!” Como se o povo tivesse mais discernimento, autoridade e competência que o Supremo Tribunal, um dos órgão mais conceituados e inquestionáveis do país.

A decisão do povo, em se tratando de eleição, nem sempre deve ser levada em consideração porque é alicerçada numa troca de favores muitas vezes ilegal que Poe a população carente refém de um ou outro político que se vale da deficiência de políticas publicas de qualidade para angariar aprisionamento eleitoral das pessoas.

Gente que deveria melhorar o transporte, a educação, a saúde e a infra estrutura mas não o faz para que a população recorra a favores pessoais em troca de compromisso político. Políticos que subtraem do pobre alguns direitos para que ele se torne presa fácil nesse laço em nó chamado eleição. Administradores públicos que se valem das políticas assistencialistas para agregar sobrinhos. Pessoas que impossibilitam serviços para que a carência gere trocas de influência e cabresto eletrônico.

Deputados que roubam mas fazem, é desses que o Brasil está cheio. Fichas sujas de cara limpa e cínica que atropelam os artigos constitucionais para efetivar crimes e permitir a perpetuação da corrupção.

E o povo?Ah, o povo deve está batendo a alguma porta mendigando um botijão de gás, um milheiro de tijolos, um dinheirinho para a feira da semana, uma carrada de areia, gasolina para o carro, um remédio para o filho doente, um caderno para o mais novo, um dinheirinho para saciar a fome. Afinal é disso que são feitas as eleições neste país: DE MENDICÃNCIA E APROVEITADORES!Uma pena, senhores. UMA PENA!

Por isso:

Não voto em político que se vangloria dizendo que tem vinte anos de serviço na política e em favor do povo. Se em vinte anos não fez, acham que vai fazer agora? Sim, porque se eles estão lá esse tempo todo e o Brasil está como está é porque não fizeram a coisa certa.

Não voto em candidato FICHA SUJA, para mim o pais precisa de gente honesta, comprometida e com a vida legislativa pautada na seriedade com os seus compromisso com o povo. Quem é sujo não merece nos representar politicamente. A política é que resolve e decide a vida e o rumo do país, por isso é preciso eleger gente que tenha respeito com os bens públicos e a bem estar da população.

Não voto em políticos indicados por este ou aquele amigo, por este ou aquele político. Não voto por entender que o direito de escolha é único e exclusivamente meu e se a mim foi dado a mim cabe decidir em quem, como e porque votar.

Não voto em políticos envolvidos em escândalos de desvio de dinheiro ou que tenham a conduta questionável e a moral abalada por essa ou aquela investigação policial. Pedófilos e ladrões não merecem o nosso respeito. Quem não respeita a integridade física e sexual de uma criança merece cadeia e não a nossa confiança. Quem rouba e é investigado não merece a nossa esperança e a nossa bondade.

Não voto em gente pobre que ficou rica depois de ter um cargo político. Entendo que usar de posição e status legal para beneficio próprio não deve merecer o nosso apoio.

PENSE NISSO!

Enquanto isso, Marina Silva está em terceiro e Jader em primeiro. E o Tiririca? Ah, o Tiririca?! Segundo algumas pesquisas já feitas poderá ser um dos mais votados...MELHORAR NÃO VAI, mas pior que está não fica...ele mesmo já te dito! Vamos confiar!

Deprimente saber que nas urnas os melhores estão sempre em último lugar. Na hora de votar pior é saber que o candidato ideal nem nasceu ainda e que político honesto parece mesmo ser uma espécie em extinção.

Por Joana Vieira em 20 de setembro de 2010.

Um comentário:

Luana C. disse...

Professoras, digo, mestras como você que fazem o mundo não perder as esperanças.
Sua dedicação em tentar informar seus alunos, tentar "abrir a massa cinzenta" de cada um.
Jovens precisam se engajar na política, pelo menos como pessoas críticas.
Muito sucesso, professora Joana!
Fui sua aluna desde o primeiro ano e realmente estou com saudades de suas lições!
Valeu!