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sexta-feira, 9 de julho de 2010

FÉRIAS: ICOARACI, TUDO DE BOM PONTO COM!

E nestes dias de férias em Belém resolvemos fazer um tur na cidade das mangueiras para conhecer e saber um pouquinho mais do centro e dos arredores da capital paraense. Fui ao Impacto da Augusto Montenegro para a aula do curso nas férias e aproveitei para fazer uma visita a Icoaraci, um de nossos distritos.


UMA DELÍCIA! TUDO DE BOM PONTO COM!


Amo a orla de Icoaraci e desde que conheci o nordeste brasileiro eu descobri que é desse pedacinho de Belém que vem uma das orlas mais lindas do Brasil.


A Vila Sorriso ainda atrai muitos visitantes - seja pela tradicional água de coco no Pontão, seja pelas delícias de suas peixarias ou ainda pelo papo gostoso que rola nos bares da antiga 1ª Rua.


A beleza da grande arte difundida na Cerâmica Marajoara feita e Icoaraci traz pessoas de todo mundo para admirar o trabalho artesanal vendido e mostrado na orla da "Vila Sorriso", de Frente para o Sol.


"Vila Sorriso" - expressão criada pelo jornalista Aldemyr Feio em 1969

Icoaraci é um distrito de Belém, capital do estado do Pará, distante aproximadamente 20 km da capital e tem um pequeno trapiche de travessias diárias de balsa para as ilhotas a sua frente ou mesmo para a ilha do Marajó. Sua economia é baseada no Parque Industrial que abriga, atuando principalmente nos ramos de pesca, madeira, marcenaria e palmito.


Nós, aproveitando os memontos de folga.


A arte da cerâmica indígena amazônica encontra em Icoaraci seu maior pólo produtor, são dezenas de olarias (oficinas) espalhadas principalmente no bairro do Paracuri, onde famílias inteiras sobrevivem da confecção de peças em argila.


Artesanato em cerâmica: aqui acontece a reprodução de réplicas de vasos típicos de antigas nações indígenas principalmente Marajoara e Tapajônica a partir de peças catalogadas pelo Museu Emílio Goeld.


Já na " Vila Sorriso" fizemos um passeio pela orla e paramos Praça São Sebastião, bem na orla banhada pela Baia de Guajará, onde paramos pra admirar a exposição da cerâmica indígena.


Na Praia do Cruzeiro tomamos água de coco no Pontão onde pudemos apreciar o belo pôr do sol, sugestionado pelo próprio nome tupi Ico-araci (onde o sol repousa) nesse recanto que é uma maravilha em segredo dos paraenses.


Mayara no maior charme na orla tomando água de coco.


Fomos também a um restaurante tradicional onde o visitante é bem servido por um pólo gastronômico composto da típica culinária (tacacá, maniçoba, pato-no-tucupi) com destaque para a caldeirada com frutos dos rios amazônicos.


May se deliciando num prato pra lá de delicioso: camarão ao alho e óleo.

O Distrito de Icoaraci, é o maior centro produtor e divulgador da cerâmica indígena amazônica e é também a terra do mestre Verequete, o Rei dos Tambores, um homem simples, de chapéu na cabeça e voz firme que se transformava em rei quando estava em meio a tambores, numa roda de carimbo, mas que o Pará perdeu pra morte dia desses e foi também inspiração para a maior e mais conhecida canção da cantora quase que internacional, a inesquecível Nazaré Pereira.


Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, ícone da cultura paraense.

Nazaré Pereira canta os sons das regiões Norte e Nordeste do Brasil, muito diferentes dos ritmos do samba e da bossanova do mais desenvolvido Sul, como o forró, carimbó, xaxado, xote e o arrasta-pé. E pra quem gosta de Icoaraci é dela a canção que é a cara dessa pequena "ilha".


A música homenagem dona Maria, mãe da cantora e compositora, vejam:

Xapuri do Amazonas

Dona Maria minha mãe morena, cabocla linda lá do rio jarí

Fosse descendo pelo amazonas, o sol brilhou pra mim no Xapuri

Lá no Xapurí, lá no Xapurí, lá no Xapurí, lá no Xapurí

Dona Maria, mãezinha morena ainda sou tão pequena e sinto saudades.

Do balançar de rede, dos igarapés, destas coisas lindas que não tem idade.

Dona Maria, mãezinha morena ainda sou tão pequena e sinto saudades.

De me banhar nos rios, tomar tacacá, beber açaí lá em Icoaracy.

Lá em Icoaracy, lá em Icoaracy, lá em Icoaracy, lá em Icoaracy.

Terra cabocla, terra pequena, cheirando a flor, cheirando açucena.

Igual teu cabelo, dona Maria, minha mãe morena, ooi.

Lá do rio Jarí, lá do Xapurí, lá de Icoaracy, lá do Xapurí.

Lá do rio Jarí, lá do Xapurí, lá de Icoaracy, lá do Xapurí.

Nazaré é autora de numerosas estupendas canções, mas nenhuma é tão conhecida como essa,Xapuri do Amazônas, um clássico da sua cidade, Belém e que relembra a infância junto da mãe aqui no distrito de Icoaraci.

Dona Maria, a mãe de Nazaré

O pai de Nazaré Pereira era seringueiro, um apanhador de borracha que depois ter procurado sorte no Sul e no Nordeste, decidiu mudar-se para o coração do Brasil, a Floresta Amazônica. Foi lá que conheceu a mãe de Nazaré, dona Maria, uma índia nascida no Norte do estado do Pará, na beira do Rio Jari. Eles se estabeleceram definitivamente em Xapuri, um vilarejo no estado do Acre, perto a fronteira do Brasil com a Bolivia e o Peru. Foi aqui, no seringal de Iracema que Maria de Nazaré Pereira nasceu, dia 10 de Dezembro.

Sua mãe ficou viúva muito jovem e após certo tempo casou-se novamente. A nova família resolveu mudar-se para Belém no estado do Pará. Nazaré passa então a infância em Icoaraci, perto de Belém, trabalhando desde a idade de 10 anos para conseguir ir a escola, coisa que sempre desejou. Durante esse período Nazaré descobriu seu talento artístico que a deixaria famosa. Mudou-se assim para o Rio de Janeiro a fim de freqüentar o Conservatório Nacional de Teatro, UNIRIO, onde se formaria após 4 anos como atriz, e depois mais 3 anos como diretora de teatro.

Começou assim, por um acaso a carreira musical de Nazaré. Sua música é muito simples, pura como suas origens e sua índole. Talvez seja propriamente isso o segredo do seu sucesso. Muito forte é a ligação de Nazaré com a sua terra nativa, com aquelas pessoas e a natureza na qual vivem e que dão vida. Assim as letras das suas canções falam da terra de origem, descrevendo a floresta, a vida e as lendas, do Xapuri do Amazonas, a sua aldeia.

4 comentários:

Adrielle Emilli disse...

Ju, a May eh linda!

Adrielle Emilli disse...

Ju, a May eh linda!

Thaisa disse...

tu nem gostas de coco, né???

beijos, cabeçuda

Belyce Carneiro disse...

Amei seu blog! belém é uma cidade linda mesmo! um beijo.